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Leitura: 3 min Atualizado: 01/02/2026 19:01

Reunião fechada no Congresso dos EUA ouviu médicos e testemunhas de Varginha e marcou nova reportagem conjunta de Leslie Kean e Ralph Blumenthal

Uma reunião fechada dentro do Congresso dos Estados Unidos colocou, pela primeira vez, médicos e testemunhas centrais do Caso Varginha diante de deputados americanos. O encontro aconteceu em 15 de janeiro de 2026 e teve como objetivo ouvir, de forma reservada, relatos diretos sobre os acontecimentos registrados em janeiro de 1996 no interior de Varginha. […]

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Notícia Caso Varginha
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Uma reunião fechada dentro do Congresso dos Estados Unidos colocou, pela primeira vez, médicos e testemunhas centrais do Caso Varginha diante de deputados americanos. O encontro aconteceu em 15 de janeiro de 2026 e teve como objetivo ouvir, de forma reservada, relatos diretos sobre os acontecimentos registrados em janeiro de 1996 no interior de Varginha.

O encontro ocorreu sem transmissão pública, sem gravações abertas e com acesso restrito. A proposta foi permitir perguntas diretas e detalhadas, em um ambiente institucional, sobre um dos casos mais conhecidos e controversos da ufologia brasileira. Segundo os relatos, os parlamentares buscaram entender a sequência dos fatos, as condições dos atendimentos médicos, possíveis movimentações militares e a existência ou não de registros oficiais que possam confirmar partes da história.

Participaram da reunião os deputados Anna Paulina Luna e Eric Burlison, além do deputado Tim Burchett, conhecido por sua atuação em defesa de maior transparência sobre UAP (Fenômenos Anômalos Não Identificados, termo oficial que substitui “OVNI” nos Estados Unidos). Assessores do Congresso também estiveram presentes, incluindo William Christian, chefe de gabinete de Luna, e o ex-porta-voz adjunto da Casa Branca no governo Biden, Andrew Bates.

Do lado brasileiro, os parlamentares ouviram o neurocirurgião Italo Venturelli, que afirma ter examinado em um hospital de Varginha um ser que, segundo ele, não era humano. Também prestou depoimento o médico legista Armando Fortunato, ligado à apuração da morte de um policial militar semanas após o episódio, e o professor Carlos de Sousa, que diz ter visto um objeto em queda dias antes dos relatos de captura. O cineasta James Fox, que investiga o caso há mais de duas décadas, acompanhou a comitiva brasileira.

De acordo com a descrição do encontro, não houve apresentação de provas físicas novas nem anúncio de conclusões oficiais. A reunião teve caráter exploratório e investigativo, com foco em avaliar a consistência dos depoimentos e discutir caminhos formais para futuras verificações, como a busca por documentos, registros de voo ou autorizações militares que possam confirmar ou descartar partes do relato.

Os detalhes dessa reunião vieram a público em uma reportagem publicada no The Debrief, assinada por Leslie Kean e Ralph Blumenthal. O texto marca o retorno da dupla em uma investigação conjunta após um longo período sem novas reportagens assinadas em parceria.

Kean e Blumenthal são conhecidos internacionalmente por terem participado da divulgação, em 2017, dos três vídeos de UAP registrados por pilotos da Marinha dos EUA, material que deu início à fase moderna do reconhecimento oficial do tema pelo governo americano. Desde então, embora continuem atuando na área, raramente voltaram a publicar juntos reportagens extensas desse porte.

Ao retomarem a parceria justamente para revelar uma reunião fechada dentro do Congresso dos EUA sobre Varginha, os dois jornalistas indicam que veem no caso brasileiro algo além de um episódio histórico controverso. Para eles, o simples fato de médicos e civis serem ouvidos em nível institucional, mesmo sem conclusões formais, já representa uma mudança concreta no tratamento do tema.

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