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Leitura: 3 min Atualizado: 06/03/2026 07:15

Em depoimento sobre Epstein, Hillary fala de UAP, cita Podesta e expõe ruído político sobre disclosure

A discussão sobre UAP no depoimento de Hillary Clinton sobre os arquivos Epstein colocou o tema no centro de uma sessão que, em tese, não era sobre ufologia. No registro da audiência, as perguntas foram objetivas e ela respondeu de forma respeitosa, defendendo transparência com limite de segurança nacional. Depois, em declarações públicas, ela reposicionou […]

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A discussão sobre UAP no depoimento de Hillary Clinton sobre os arquivos Epstein colocou o tema no centro de uma sessão que, em tese, não era sobre ufologia. No registro da audiência, as perguntas foram objetivas e ela respondeu de forma respeitosa, defendendo transparência com limite de segurança nacional. Depois, em declarações públicas, ela reposicionou o episódio ao lado de Pizzagate, e isso abriu uma discrepância política difícil de ignorar.

Também pesa o fator histórico: quando Bill Clinton era presidente, já havia pressão pública por disclosure, e na campanha de Hillary o tema voltou com força por falas de John Podesta. No depoimento, esse histórico reaparece de forma direta.

Para evitar ruído, segue a interação central em tradução livre, com as perguntas e respostas essenciais.

Pergunta: “Sobre transparência: a senhora já teve acesso negado, ou chegou a pedir acesso ao tema UAP ou Gilgamesh, em função oficial ou pessoal? E por quê?”
Hillary Clinton: “Nunca tive acesso negado porque nunca pedi acesso.”

Pergunta: “No esforço para ter governo transparente e restaurar confiança no país, a senhora acredita que o povo americano merece acesso a esses temas?”
Hillary Clinton: “Acredito. Sujeito a implicações de segurança nacional. Acho que a informação deve ser disponibilizada. Acho que isso foi ordenado, ou pelo menos eu li que tinha sido ordenado.”

Pergunta: “Quando seu marido era presidente, Laurence Rockefeller tentou avançar disclosure de UFOs/UAPs. Na sua campanha, John Podesta disse que a senhora liberaria esses arquivos se eleita. A senhora está satisfeita em ver que isso pode finalmente ser divulgado?”
Hillary Clinton: “Estou satisfeita. Como eu disse, isso precisa ser cuidadosamente examinado para não expor informação de segurança nacional, mas é um tema de importância real para muitas pessoas, e acho que tudo o que puder ser divulgado deve ser divulgado.”

Pergunta: “Havia algum programa específico ao qual a senhora se referia e do qual tinha conhecimento?”
Hillary Clinton: “Não. Como você mencionou, John Podesta, que foi um dos meus assessores, era profundamente interessado no assunto e, se eu tivesse sido eleita, certamente teria ouvido seu conselho.”

Esse trecho é relevante porque confirma três coisas ao mesmo tempo: Hillary diz não ter pedido acesso direto, apoia divulgação condicionada à segurança nacional e reconhece o papel de um assessor altamente interessado no tema, John Podesta.

Na sequência, apareceu uma discussão sobre NDAA e linguagem de UFO/UAP, com indicação de que uma emenda teria sido retirada.

Trecho do diálogo: “Essa era minha emenda e ela foi retirada.” / “Eu não sabia disso, obrigado por esclarecer.”

No pós-depoimento, já diante da imprensa, Clinton descreveu o bloco como algo que teria descambado para UFOs e Pizzagate. A tensão está justamente aí: no depoimento, as perguntas sobre UAP foram formuladas em chave institucional e com contexto histórico dos Clinton no tema; no pós, o enquadramento público aproximou tudo de uma narrativa conspiratória desacreditada.

Anna Paulina Luna afirmou que Clinton perguntou sobre o destino da linguagem de disclosure no NDAA. Eric Burlison, por sua vez, disse que levantou o tema para reduzir o clima de confronto e por entender que era uma pergunta legítima para uma ex-secretária de Estado e ex-candidata presidencial que já havia tratado de disclosure em campanha.

No campo factual, o saldo é objetivo: o tema UAP entrou de forma formal no depoimento sobre Epstein, Hillary respondeu sem hostilidade e em tom pró-divulgação condicionada, mas a comunicação posterior rebaixou o episódio em termos simbólicos. É essa mudança de tom que alimenta a percepção de inconsistência.

Fontes:

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