PURSUE: entenda a nova sigla usada pelo governo dos EUA para abrir arquivos oficiais sobre UAPs não resolvidos
O governo dos Estados Unidos passou a usar uma nova sigla na divulgação oficial de documentos sobre fenômenos anômalos: PURSUE, nome dado ao portal público criado para reunir arquivos, vídeos, imagens e relatórios sobre casos de UAPs que continuam sem explicação definitiva. A sigla vem de Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters. Em […]
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O governo dos Estados Unidos passou a usar uma nova sigla na divulgação oficial de documentos sobre fenômenos anômalos: PURSUE, nome dado ao portal público criado para reunir arquivos, vídeos, imagens e relatórios sobre casos de UAPs que continuam sem explicação definitiva.
A sigla vem de Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters. Em português, o sentido é: Sistema Presidencial de Abertura e Relatórios sobre Encontros com Fenômenos Anômalos Não Identificados.
A página foi publicada no endereço war.gov/UFO e aparece vinculada ao Department of War, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos, nome usado atualmente como título secundário do Department of Defense, o Departamento de Defesa.
A primeira liberação foi anunciada em 8 de maio de 2026. O governo apresentou a iniciativa como um esforço de transparência, mas a informação central precisa ser mantida sem exagero: PURSUE não é uma confirmação de vida extraterrestre. É um sistema oficial de publicação de registros sobre casos que seguem inconclusivos.
O que significa PURSUE
PURSUE é uma sigla em inglês formada por:
Presidential
Presidencial
Unsealing
Abertura ou retirada de sigilo
Reporting
Relatórios ou registro formal de informações
System for
Sistema para
UAP
Fenômenos Anômalos Não Identificados
Encounters
Encontros ou ocorrências
Na prática, o nome descreve um sistema criado para abrir, organizar e publicar registros oficiais sobre encontros com UAPs.
O que são UAPs
UAP significa Unidentified Anomalous Phenomena. Em português, a tradução usada é Fenômenos Anômalos Não Identificados.
O termo substituiu, em documentos oficiais norte-americanos, a expressão mais popular UFO, sigla de Unidentified Flying Object, conhecida em português como OVNI, ou Objeto Voador Não Identificado.
A mudança de termo é importante porque UAP é mais amplo. Ele não se limita a objetos “voadores”. Pode incluir fenômenos observados no ar, no mar, no espaço ou em outros ambientes operacionais.
O que mudou com o PURSUE
Até agora, documentos sobre UAPs apareciam de forma espalhada em diferentes órgãos do governo norte-americano. Parte do material vinha de relatórios militares, comunicados do AARO, registros da NASA, documentos do FBI, arquivos de inteligência ou pedidos feitos por meio da FOIA, a Lei de Liberdade de Informação dos Estados Unidos.
Com o PURSUE, o governo tenta concentrar esse material em uma única página pública.
O comunicado oficial afirma que a iniciativa envolve várias agências e que novos arquivos devem ser publicados em etapas. Isso indica que o portal não foi apresentado como uma liberação única, mas como um canal contínuo de divulgação.
O que há no portal
Segundo a página oficial, os materiais reunidos no PURSUE tratam de casos não resolvidos.
Isso significa que o governo afirma não ter conseguido determinar, de forma definitiva, a natureza dos fenômenos registrados. A falta de conclusão pode envolver dados insuficientes, sensores limitados, perda de contexto, registros incompletos ou necessidade de análise adicional.
Essa distinção é essencial. Um caso não resolvido não significa automaticamente nave alienígena. Significa apenas que a explicação oficial ainda não foi fechada.
A fala do Departamento de Guerra
No comunicado de lançamento, o secretário Pete Hegseth afirmou:
“Esses arquivos, escondidos atrás de classificações, há muito alimentam especulações justificadas, e chegou a hora de o povo americano vê-los por si mesmo.”
A frase foi usada para apresentar o PURSUE como uma iniciativa de transparência. Ainda assim, o próprio governo classifica os registros como materiais sem resolução definitiva.
Quem participa da iniciativa
O comunicado cita um esforço interagências. Isso significa que diferentes órgãos do governo participaram ou foram associados ao processo de revisão e liberação dos arquivos.
Entre eles estão a Casa Branca, o ODNI, o DOE, o AARO, a NASA, o FBI e outros componentes da comunidade de inteligência dos Estados Unidos.
O ODNI é o Office of the Director of National Intelligence, ou Escritório do Diretor de Inteligência Nacional. Ele coordena a comunidade de inteligência norte-americana.
O DOE é o Department of Energy, ou Departamento de Energia. Além de temas energéticos, o órgão administra laboratórios nacionais e instalações sensíveis dos EUA.
O AARO é o All-domain Anomaly Resolution Office, ou Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios. É o órgão oficial ligado à análise de UAPs dentro da estrutura de defesa norte-americana.
A NASA é a National Aeronautics and Space Administration, ou Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço.
O FBI é o Federal Bureau of Investigation, ou Departamento Federal de Investigação.
O que é o Department of War
O nome Department of War, ou Departamento de Guerra, causou confusão porque o órgão é conhecido historicamente como Department of Defense, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Em setembro de 2025, Donald Trump assinou uma ordem executiva autorizando o uso de Department of War como título secundário do Department of Defense. A mudança de nome legal completa dependeria de alteração feita pelo Congresso.
Por isso, o uso de war.gov e Department of War no portal não indica, por si só, fraude. Ele aparece dentro da nova identidade secundária adotada pelo governo norte-americano.
O que PURSUE não significa
PURSUE não significa que os Estados Unidos confirmaram origem extraterrestre para os casos.
Também não significa que todos os arquivos publicados contenham evidência extraordinária.
A iniciativa indica que o governo criou um canal oficial para publicar documentos, vídeos, imagens e registros sobre UAPs que seguem sem explicação definitiva.
Por que isso importa agora
A importância do PURSUE está no formato. O governo norte-americano criou uma página própria para centralizar materiais que antes apareciam de forma fragmentada.
Se novas levas forem publicadas como anunciado, pesquisadores, jornalistas e o público poderão comparar arquivos, identificar padrões, verificar censuras, acompanhar quais agências participam e observar quais casos permanecem sem solução.
A leitura mais precisa, neste momento, é esta: PURSUE é uma nova sigla oficial para a abertura coordenada de arquivos UAP dos Estados Unidos, mas não muda o status dos casos como inconclusivos.
Fontes
U.S. Department of War
https://www.war.gov/UFO/ (U.S. Department of War)
U.S. Department of War
https://www.war.gov/News/Releases/Release/Article/4480582/department-of-war-releases-unidentified-anomalous-phenomena-files-in-historic-t/ (U.S. Department of War)
The White House
https://www.whitehouse.gov/presidential-actions/2025/09/restoring-the-united-states-department-of-war/ (The White House)
AARO
https://www.aaro.mil/ (AARO)
AARO
https://www.aaro.mil/UAP-Cases/Official-UAP-Imagery/ (AARO)
Reuters
https://www.reuters.com/world/trump-releases-previously-classified-ufo-files-2026-05-08/ (reuters.com)
