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Leitura: 4 min Atualizado: 16/05/2026 23:08

Luna diz ter revisado mais de 40 vídeos UAP e aponta virada da AARO sob direção de Jon Kosloski

Anna Paulina Luna afirmou que concluiu a revisão de mais de 40 vídeos UAP previstos para desclassificação pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos nas próximas semanas, em uma reunião que também contou com o deputado Eric Burlison e o diretor da AARO, Dr. Jon T. Kosloski. A declaração foi publicada em 15 de maio […]

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Notícia All-domain Anomaly Resolution Office (AARO)
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Anna Paulina Luna afirmou que concluiu a revisão de mais de 40 vídeos UAP previstos para desclassificação pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos nas próximas semanas, em uma reunião que também contou com o deputado Eric Burlison e o diretor da AARO, Dr. Jon T. Kosloski.

A declaração foi publicada em 15 de maio e marca uma mudança de tom importante dentro da própria disputa por transparência. Luna, que vinha cobrando publicamente a liberação de vídeos e documentos UAP, agora passou a defender a atuação da nova direção da AARO.

“Terminamos esta manhã a revisão de mais de 40 vídeos programados para desclassificação pelo Departamento de Guerra nas próximas semanas”, escreveu Luna.

Na mesma publicação, a deputada disse estar ao lado do “novo e muito qualificado diretor da AARO”, afirmou que Kosloski tem seu “total apoio” e declarou que ele “provou por ação que está trabalhando de boa-fé nos esforços de desclassificação”.

A frase pesa porque a AARO passou os últimos anos cercada de desconfiança dentro da comunidade UAP e entre parlamentares. Sob a gestão anterior, comandada por Sean Kirkpatrick, o escritório foi acusado de atuar mais como filtro institucional do Pentágono do que como canal real de transparência. Kirkpatrick também entrou em confronto público com alegações levadas ao Congresso, chegou a criticar narrativas de denunciantes e defendeu que o escritório não havia encontrado evidências de programas secretos de recuperação ou engenharia reversa.

Com Jon Kosloski, a postura pública começou a mudar. O novo diretor, vindo da Agência de Segurança Nacional, assumiu a AARO em agosto de 2024 e passou a adotar um tom menos defensivo em audiências e comunicações oficiais. Em vez de tratar o tema principalmente como ruído público ou erro de percepção, Kosloski passou a reconhecer casos ainda não resolvidos, defender melhores dados e manter diálogo mais direto com o Congresso.

Esse é o ponto central da fala de Luna. A deputada não está apenas anunciando a revisão de vídeos. Ela está sinalizando que a atual AARO, sob Kosloski, estaria cooperando de forma mais concreta com o processo de desclassificação.

A mudança também ocorre em um momento de pressão política contra o escritório. Em abril, o deputado Tim Burchett apresentou um projeto para extinguir a AARO, justamente em meio a críticas sobre falta de transparência e excesso de controle do Pentágono sobre informações UAP. O apoio público de Luna a Kosloski cria uma divisão clara: a crítica não desaparece, mas passa a mirar menos a existência da AARO e mais o histórico de bloqueio associado à estrutura anterior.

O contraste com Eric Burlison também é relevante. Burlison vem defendendo a liberação de vídeos específicos, incluindo registros envolvendo UAPs próximos a submarinos russos e situações em que militares dos EUA teriam disparado contra objetos. Ele também afirmou recentemente que poderia usar prerrogativas congressuais para divulgar materiais caso o governo não avance.

A presença dele ao lado de Luna e Kosloski indica que a revisão dos vídeos não foi apenas um procedimento interno da AARO. Foi uma etapa acompanhada por parlamentares que vinham pressionando o governo por acesso direto ao material.

Ainda não foi informado quais vídeos foram analisados, se todos fazem parte da lista de 46 registros solicitados anteriormente por Luna, nem a data exata da divulgação pública. A deputada limitou-se a dizer que a liberação deve ocorrer “nas próximas semanas”.

O fato novo, portanto, não é só a existência de mais de 40 vídeos em fila de desclassificação. É a sinalização de que a AARO, antes tratada por muitos congressistas como parte do problema, agora pode estar tentando se reposicionar como ponte entre o Pentágono, o Congresso e o público.

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