“Alien Girls”: auditoras do GAO visitam bases militares para apurar relatos de UAP e atuação da AARO
Duas investigadoras do Government Accountability Office, o GAO, passaram a ser chamadas informalmente de “Alien Girls” enquanto visitam bases militares dos Estados Unidos para entrevistar possíveis testemunhas de UAPs e levantar informações sobre a atuação da AARO. A informação foi publicada pelo New York Post em 9 de maio de 2026. Segundo a reportagem, as […]
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Duas investigadoras do Government Accountability Office, o GAO, passaram a ser chamadas informalmente de “Alien Girls” enquanto visitam bases militares dos Estados Unidos para entrevistar possíveis testemunhas de UAPs e levantar informações sobre a atuação da AARO.
A informação foi publicada pelo New York Post em 9 de maio de 2026. Segundo a reportagem, as duas funcionárias não foram identificadas pelo nome e atuam em uma apuração classificada sobre os processos usados pela AARO no tratamento de relatos de fenômenos anômalos não identificados.
O apelido não é oficial. Ele aparece como uma forma informal usada por fontes ligadas às entrevistas. Na prática, o que está em curso é uma investigação do GAO, órgão independente e apartidário que trabalha para o Congresso americano.
Segundo o New York Post, as duas investigadoras começam as entrevistas com formalidades, mas logo fazem perguntas diretas sobre avistamentos. Uma das linhas citadas é se a pessoa entrevistada viu “crafts inexplicáveis”. Elas também teriam oferecido um ambiente classificado para que militares pudessem relatar experiências sensíveis.
A própria reportagem diz que algumas pessoas entrevistadas questionaram se as investigadoras teriam credencial suficiente para ouvir informações classificadas relacionadas a certos relatos. Não há, até agora, confirmação pública sobre seus nomes, cargos específicos, fotos ou histórico profissional.
O GAO confirmou ao New York Post que há trabalho em andamento sobre a AARO.
“GAO tem trabalho em andamento examinando os processos da All-domain Anomaly Resolution Office para o reporte de UAP por agências federais. O trabalho é classificado e não resultará em um relatório disponível ao público”, disse um porta-voz do órgão ao jornal.
Esse é o ponto mais importante da história. As “Alien Girls” não aparecem como agentes da AARO, nem como parte de uma operação militar própria. Elas aparecem como funcionárias do GAO em uma fiscalização sobre como a AARO coleta, recebe e trata informações de UAP dentro do governo americano.
A base legal para esse tipo de revisão já existe. O U.S. Code determina que o Comptroller General identifique pessoal do GAO com autorização adequada para auditar o processo do relatório histórico da AARO, inclusive com trabalho presencial quando apropriado.
Outro trecho da legislação americana trata do mecanismo seguro de reporte de UAP, incluindo eventos relacionados a fenômenos anômalos não identificados e atividades ou programas federais ligados a recuperação de material, análise, engenharia reversa, pesquisa, desenvolvimento, detecção, rastreamento e proteções de segurança.
A apuração ocorre em um momento de pressão direta sobre a AARO. O escritório, criado dentro da estrutura de defesa dos EUA, foi apresentado como o ponto central para lidar com relatórios oficiais de UAP. Mas parlamentares ligados à pauta de desclassificação passaram a questionar se a AARO realmente tratou os casos militares de forma adequada.
O deputado Eric Burlison disse ao New York Post que apoia a investigação do GAO sobre as práticas da AARO e chamou a revisão de “atrasada”.
“Eu apoio totalmente a investigação do GAO sobre as práticas da AARO. Isso está atrasado”, afirmou Burlison.
Ele também criticou relatórios anteriores e depoimentos do ex-diretor Sean Kirkpatrick, dizendo que o Congresso recebeu por anos materiais “bem empacotados” enquanto casos militares considerados críveis eram minimizados ou descartados.
Anna Paulina Luna também atacou Kirkpatrick publicamente após a nova liberação de arquivos UAP pelo governo americano. A parlamentar chamou o ex-diretor da AARO de “mentiroso documentado” e o acusou de intimidar testemunhas.
Kirkpatrick respondeu ao New York Post dizendo que a AARO sempre trabalhou com o GAO e criticou Luna em declaração escrita. A troca mostra que a investigação das “Alien Girls” não está isolada: ela aparece dentro de uma disputa maior sobre confiança, transparência e controle congressual da pauta UAP.
Há ainda uma informação em circulação atribuída a George Knapp: as investigadoras do GAO já teriam passado por 16 bases militares, incluindo Nellis, em Nevada. Esse ponto foi citado em vídeo e repercutido na comunidade UAP, mas não foi confirmado publicamente pelo GAO em comunicado oficial.
No relato citado por Knapp, as investigadoras perguntavam se militares tinham visto UAPs, se conheciam outras testemunhas e se já haviam interagido com a AARO. Também queriam saber que tipo de trabalho a AARO estaria fazendo. É dessa fala que o apelido “Alien Girls” teria ganhado mais força na bolha ufológica.
Até agora, não há nomes confirmados. Qualquer tentativa de identificar as duas investigadoras sem fonte pública confiável entra no campo da especulação.
Também não há confirmação de que a investigação vá gerar um documento público. Pelo contrário: a fala atribuída ao porta-voz do GAO indica que o trabalho é classificado e não deve resultar em relatório aberto.
Mesmo assim, o caso importa porque muda o eixo da pressão. A crítica à AARO deixa de ser apenas externa, feita por pesquisadores, jornalistas ou testemunhas, e passa a envolver uma auditoria ligada ao Congresso. Se as entrevistas confirmarem falhas no tratamento de relatos, problemas de coordenação ou resistência institucional, o resultado pode aparecer em briefings fechados e aumentar a pressão política sobre o escritório.
O apelido “Alien Girls” chama atenção, mas a notícia real é menos folclórica e mais institucional: duas investigadoras do GAO estão ouvindo militares sobre UAPs e sobre a AARO, em uma apuração classificada que pode afetar diretamente a forma como o Congresso avalia o principal escritório oficial de UAP dos Estados Unidos.
Fontes
- New York Post: https://nypost.com/2026/05/09/us-news/two-alien-girls-from-little-known-us-agency-investigating-ufos-at-military-bases-around-country/ (New York Post)
- U.S. GAO: https://www.gao.gov/about/what-gao-does (GAO dos EUA)
- U.S. Code, 50 USC 3373: https://uscode.house.gov/view.xhtml?req=%28title%3A50+section%3A3373+edition%3Aprelim%29 (Código dos EUA)
- Cornell Law School, 50 U.S. Code § 3373b: https://www.law.cornell.edu/uscode/text/50/3373b (Instituto de Informação Jurídica)
- AARO: https://www.aaro.mil/ (AARO)
- Departamento de Guerra dos EUA: https://www.war.gov/News/Releases/Release/Article/4480582/department-of-war-releases-unidentified-anomalous-phenomena-files-in-historic-t/ (war.gov)
