Burlison acusa centros financiados pelo governo de esconder registros UAP
O congressista Eric Burlison elevou o tom contra entidades privadas que recebem dinheiro público nos Estados Unidos e podem ter mantido arquivos sobre UAPs fora do alcance da transparência federal. A cobrança mira um problema central: quando registros do governo são guardados por empresas, contratadas ou centros de pesquisa privados, eles podem escapar de pedidos […]
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O congressista Eric Burlison elevou o tom contra entidades privadas que recebem dinheiro público nos Estados Unidos e podem ter mantido arquivos sobre UAPs fora do alcance da transparência federal.
A cobrança mira um problema central: quando registros do governo são guardados por empresas, contratadas ou centros de pesquisa privados, eles podem escapar de pedidos feitos pela Lei de Liberdade de Informação, a FOIA.
Na prática, Burlison quer saber se documentos sobre UAPs foram parar em estruturas terceirizadas justamente onde o público, jornalistas e até parte do Congresso têm mais dificuldade de acesso.
“Eles não podem se tornar cofres privados de registros federais”, afirmou o congressista.
O pedido formal exige respostas sobre possíveis documentos, dados técnicos, análises, materiais recuperados, tecnologias de origem desconhecida e programas antigos ligados a recuperação de destroços ou engenharia reversa.
A questão não é apenas se esses arquivos existem. É quem ficou com eles.
Centros financiados pelo governo americano trabalham em projetos sensíveis de defesa, inteligência, aviação e tecnologia avançada. Eles recebem acesso privilegiado a instalações federais, informações classificadas, dados sensíveis e pesquisas pagas com dinheiro público.
Para Burlison, esse acesso cria uma obrigação: se os registros foram produzidos com verba federal ou em programas do governo, não podem ficar escondidos atrás de uma estrutura privada.
O congressista quer que os materiais sejam identificados, preservados, revisados e, quando permitido por lei, transferidos para o Arquivo Nacional dos Estados Unidos.
A ofensiva mostra uma mudança importante na investigação sobre UAPs: o foco não está apenas nas agências oficiais, mas também nas entidades contratadas que podem ter armazenado segredos em nome do governo.
A pergunta agora é direta: se os arquivos UAP existem, eles foram guardados fora do governo para evitar fiscalização pública?
