Terceiro lote do PURSUE sai com menos vídeos fortes e reação fria da comunidade UFO
O terceiro lote do PURSUE foi publicado em 12 de junho de 2026 e chegou com 72 arquivos no portal WAR.GOV/UFO. A nova leva inclui documentos da CIA, FBI, NASA, registros militares, imagens, áudios e vídeos, mas a recepção inicial foi bem menos empolgada do que nas liberações anteriores. O ponto central não está nos […]
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O terceiro lote do PURSUE foi publicado em 12 de junho de 2026 e chegou com 72 arquivos no portal WAR.GOV/UFO. A nova leva inclui documentos da CIA, FBI, NASA, registros militares, imagens, áudios e vídeos, mas a recepção inicial foi bem menos empolgada do que nas liberações anteriores.
O ponto central não está nos vídeos. Eles têm valor por terem sido publicados pelo governo dos Estados Unidos, com identificação oficial, descrição, data, agência responsável e vínculo com relatórios. Mas, visualmente, a nova leva foi recebida como fraca por parte da comunidade UFO.
O próprio pacote confirma a diferença de peso. O Release 03 traz apenas seis vídeos: quatro gravações feitas por testemunhas civis e entregues ao FBI, além de duas recriações digitais produzidas com base em declarações. Não há, nessa parte, um vídeo militar novo de alto impacto comparável ao que muitos esperavam.
A reação no r/UFOs, uma das maiores comunidades do tema, foi rápida. Um usuário resumiu o tom dizendo que este seria “o pior lançamento até agora”. Outro apontou que há “apenas 6 vídeos”, sendo dois deles recriações digitais e os outros quatro gravações de celular de testemunhas civis. A crítica mais recorrente foi que os registros mostram luzes distantes, orbes ou pontos pouco conclusivos, com margem para interpretações convencionais como drones, lanternas ou luzes fora de foco.
Também houve quem destacasse que o valor real pode estar nos documentos. Um dos comentários mais compartilhados descreveu o pacote como “decepcionante, mas com alguns documentos interessantes”. Entre os pontos citados pela comunidade estão o relatório do painel científico da CIA de 1952 e 1953, que recomendava uma política de “debunking” para reduzir o interesse público por UFOs, e o documento australiano de 1971 sobre aspectos científicos e de inteligência do problema UFO.
Esse documento australiano ganhou atenção porque aparece no mesmo momento em que David Grusch voltou a falar publicamente sobre arquivos históricos e avaliações internas ligadas a capacidades aéreas muito acima da aviação convencional. No debate online, ele foi tratado como uma das peças mais relevantes do lote, mais importante do que os vídeos em si.
Os vídeos de orbes, mesmo fracos como evidência visual, ainda importam por outro motivo. Eles foram aceitos, organizados e publicados pelo governo dentro de um sistema oficial de registros UAP. Em alguns casos, as testemunhas foram avaliadas pelo FBI como críveis ou altamente críveis. Isso não transforma as imagens em prova definitiva, mas muda o status do material: não é apenas vídeo de internet, é um anexo visual dentro de uma liberação governamental.
O caso “Orbs Over the Pond”, de 2024, por exemplo, descreve uma luz acima de um lago no nordeste dos Estados Unidos, com aparência de “esfera semelhante a plasma”, mudança de luminosidade e possível separação em pontos menores. O governo afirma que o vídeo foi gravado por cidadão em iPhone, analisado e autenticado, com corte apenas para proteger privacidade.
Ainda assim, a leitura dominante foi de frustração. Parte da comunidade esperava uma progressão mais clara: se o primeiro lote abriu o sistema e o segundo trouxe materiais de maior repercussão, o terceiro deveria elevar o nível. Em vez disso, a sensação foi de queda na força visual e aumento da dependência de análise documental.
Essa reação também reacendeu a cobrança sobre Jeremy Corbell. Em comentários no r/UFOs, usuários lembraram a promessa atribuída ao jornalista de liberar materiais próprios caso o próximo lote oficial não trouxesse conteúdo de alto nível sobre recuperação de naves ou biológicos. Um comentário resumiu a pressão dizendo que “a boa notícia” é que Corbell agora teria que cumprir a palavra e divulgar seus vídeos comprometedores.
A cobrança tem um contexto claro: quando o governo entrega um lote considerado fraco em vídeos, a expectativa se desloca para investigadores, jornalistas e denunciantes que dizem possuir materiais mais fortes. O terceiro lote, nesse sentido, não encerrou a discussão. Ele aumentou a pressão sobre quem afirma ter provas melhores.
O Release 03 deve ser lido com menos foco em espetáculo visual e mais atenção à documentação. Há arquivos históricos importantes, relatórios de inteligência, registros da NASA e materiais do FBI que ainda exigem leitura cuidadosa. Mas, como pacote de vídeos, a resposta inicial foi fria.
A pergunta agora não é apenas o que o governo publicou. É o que ainda ficou de fora, por que os vídeos liberados seguem tão limitados e se os documentos deste lote revelam mais do que as imagens conseguem mostrar.
Fontes
- U.S. Department of War, PURSUE: https://www.war.gov/UFO/
- U.S. Department of War, Release 03 PURSUE: https://www.war.gov/UFO/?releaseDate=Release+03
- Reddit r/UFOs, “Third tranche of gov’t UFOs records has been released”: https://www.reddit.com/r/UFOs/comments/1u3shhj/third_tranche_of_govt_ufos_records_has_been/
- NUFO, segundo lote do WAR.GOV/UFO: https://en.noticiasufologicas.com.br/segundo-lote-do-war-gov-ufo-sai-com-64-arquivos-e-confirma-que-governo-dos-eua-seguira-liberando-novas-levas-uap/
