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Leitura: 10 min Atualizado: 15/06/2026 11:10

Avi Loeb diz que Casa Branca, AARO, ODNI e FBI o escolheram para montar conselho científico UAP com Nolan, Gallaudet e Shermer

A nova fase da divulgação UAP nos Estados Unidos entrou em um terreno mais institucional: cientistas, especialistas em dados, IA, psicologia, antropologia, oceanografia, materiais e comunicação foram colocados na mesma estrutura anunciada por Avi Loeb como um novo UAP Science Advisory Council. Loeb afirmou que foi encarregado pela Casa Branca, pela AARO, pelo ODNI, pelo […]

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Notícia Avi Loeb
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A nova fase da divulgação UAP nos Estados Unidos entrou em um terreno mais institucional: cientistas, especialistas em dados, IA, psicologia, antropologia, oceanografia, materiais e comunicação foram colocados na mesma estrutura anunciada por Avi Loeb como um novo UAP Science Advisory Council.

Loeb afirmou que foi encarregado pela Casa Branca, pela AARO, pelo ODNI, pelo FBI e pela Comunidade de Inteligência dos EUA de liderar e montar o grupo.

O anúncio foi feito em publicação no X e detalhado em artigo no Medium, após a terceira leva de arquivos UAP do PURSUE, liberada em 12 de junho de 2026.

O que Loeb anunciou

Segundo Loeb, o conselho foi criado para auxiliar o governo dos Estados Unidos a investigar a natureza dos UAPs com foco em:

1. Dados melhores

Loeb defende que o tema não será resolvido por especulação, redes sociais ou vídeos isolados, mas por coleta científica de alta qualidade.

2. Sensores mais avançados

Ele afirma que cientistas e engenheiros precisam desenvolver sensores melhores para ajudar o Pentágono a identificar objetos anômalos.

3. IA aplicada à análise UAP

O conselho inclui vários nomes ligados a análise de dados, gerenciamento de dados e ferramentas de inteligência artificial.

4. Segurança nacional

Para Loeb, a hipótese mais conservadora é que UAPs tecnológicos sejam feitos por humanos. Mas, se o Pentágono e as agências de inteligência não conseguem identificá-los, isso já indicaria uma falha séria na proteção de locais estratégicos.

5. Possível descoberta científica

Loeb também deixou aberta a possibilidade mais extrema: se algum objeto for demonstrado como tecnologia não humana “além de uma dúvida razoável”, isso seria a maior descoberta científica da história.

A ligação com o terceiro lote do PURSUE

O anúncio veio logo depois da publicação da terceira leva de arquivos do Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters, o PURSUE.

A página oficial do programa informa que o terceiro lote foi liberado em 12 de junho de 2026 e que os materiais publicados envolvem casos não resolvidos, nos quais o governo não conseguiu fazer uma determinação definitiva sobre a natureza dos fenômenos observados.

Loeb destacou especialmente um relatório da AARO, datado de 5 de junho de 2026, assinado por Jon Kosloski, diretor do escritório.

Segundo ele, o documento trata de eventos de outubro de 2023, quando autoridades policiais observaram fenômenos anômalos, incluindo uma “orbe mãe” alaranjada lançando orbes menores vermelhas.

Loeb afirma que 40% dos fenômenos relatados nesse episódio permaneceram sem explicação razoável.

A frase que resume a posição de Loeb

Para Loeb, o caso UAP hoje está entre dois caminhos:

Ou é uma falha grave de segurança nacional

Objetos humanos desconhecidos, possivelmente drones, balões ou sistemas avançados de espionagem operando perto de locais sensíveis.

Ou é uma descoberta científica sem precedentes

Tecnologia não humana identificada por meio de dados robustos, sensores confiáveis e análise científica.

Essa é a base da proposta dele: tratar UAP como um problema científico e estratégico, não apenas como assunto cultural, político ou midiático.

Quem foi escolhido para o conselho

Avi Loeb

Função anunciada: liderança do UAP Science Advisory Council.

Astrofísico de Harvard, fundador do Galileo Project e uma das figuras mais conhecidas na defesa de uma investigação científica aberta sobre UAPs e possíveis tecnologias extraterrestres.

Loeb não afirma que todos os UAPs sejam extraterrestres. A linha dele é outra: coletar dados melhores para descobrir o que realmente são.

Os integrantes anunciados

Prof. Carol Cleland

Área indicada: identificação de anomalias.

Cleland entra no conselho para um ponto central: definir o que realmente merece ser chamado de anômalo.

Esse papel é importante porque nem todo caso estranho é necessariamente inexplicável. A análise precisa separar erro de sensor, fenômeno natural, interpretação humana, tecnologia conhecida e casos que continuam sem explicação.

Dr. Richard Cloete

Área indicada: análise de dados e ferramentas de IA.

O papel de Cloete está ligado à parte técnica do problema: processar grandes volumes de registros e ajudar a encontrar padrões em dados complexos.

Dentro de um conselho UAP, isso pode envolver imagens, vídeos, dados de sensores, trajetórias, metadados e cruzamento de informações.

Dr. Omer Eldadi

Área indicada: gerenciamento de dados, IA e psicologia humana.

Eldadi aparece em uma posição híbrida: dados, inteligência artificial e fator humano.

Isso importa porque UAPs envolvem não só registros técnicos, mas também relatos, percepção, memória, interpretação e possíveis distorções cognitivas.

Dr. Tim Gallaudet

Área indicada: oceanografia.

Gallaudet é um dos nomes mais relevantes da lista para a comunidade UAP.

Ex-oficial da Marinha dos EUA e oceanógrafo, ele tem defendido publicamente que o fenômeno precisa ser investigado também no ambiente marítimo.

A presença dele reforça a dimensão transmídia do tema: objetos ou fenômenos observados no ar, no mar e em possíveis transições entre ambientes.

Ross Howard

Área indicada: comunicação.

Howard foi listado por Loeb como responsável por comunicação.

Em um conselho desse tipo, essa função pode ser decisiva. A investigação UAP envolve ciência, governo, inteligência, imprensa, redes sociais e uma comunidade pública altamente desconfiada.

Sem comunicação clara, qualquer avanço técnico pode virar ruído político.

Dr. Devesh Nandal

Área indicada: análise numérica e astrofísica.

Nandal entra na parte de modelagem e análise quantitativa.

Esse tipo de especialidade pode ajudar a avaliar velocidade, trajetória, luminosidade, comportamento aparente e consistência física de registros associados a UAPs.

Prof. Garry Nolan

Área indicada: biologia molecular e ciência dos materiais.

Nolan é um dos nomes mais fortes da lista.

Professor em Stanford, ele se tornou conhecido no debate UAP por discutir materiais, possíveis efeitos biológicos e a necessidade de investigação científica séria do fenômeno.

A presença dele dá peso ao conselho porque conecta o tema a duas áreas sensíveis:

materiais anômalos

e

efeitos biológicos associados a encontros ou exposições relatadas

Dr. Regina Sarmiento

Área indicada: análise de dados e gerenciamento de dados assistido por IA.

Sarmiento aparece na mesma frente técnica de organização, estruturação e análise de dados.

A função é relevante porque um dos principais problemas históricos da investigação UAP é a fragmentação dos registros: arquivos dispersos, formatos diferentes, qualidade desigual e falta de padronização.

Dr. Michael Shermer

Área indicada: estudo de anomalias.

Shermer é o nome mais cético da lista.

Fundador da Skeptics Society e figura conhecida do ceticismo científico nos Estados Unidos, ele costuma abordar alegações extraordinárias com forte exigência de evidência.

A presença dele muda o perfil político do conselho. Loeb não montou um grupo apenas com entusiastas ou defensores da hipótese não humana. Ao incluir Shermer, o conselho ganha um contraponto interno importante.

Prof. Peter Skafish

Área indicada: antropologia.

Skafish representa uma camada menos técnica e mais cultural da investigação.

A antropologia pode ajudar a entender como sociedades interpretam fenômenos anômalos, como narrativas se formam, como instituições lidam com o desconhecido e como o tema UAP atravessa ciência, política, religião, tecnologia e cultura pública.

Prof. Matthew Szydagis

Área indicada: instrumentação e coleta de dados.

Szydagis é outro nome importante para o eixo científico.

A especialidade dele toca no ponto que Loeb mais repete: sem instrumentos adequados, não há resposta sólida.

A investigação UAP depende de sensores calibrados, múltiplos pontos de coleta, protocolos claros e dados que possam ser analisados por outros cientistas.

Dr. Jennice Vilhauer

Área indicada: psicologia quantitativa.

Vilhauer entra na parte psicológica e estatística.

Esse campo pode ser útil para avaliar relatos humanos, padrões de percepção, confiabilidade de testemunhos, fatores cognitivos e análise quantitativa de respostas comportamentais.

Por que essa lista importa

A composição do conselho é mais interessante do que parece à primeira vista.

Ela não reúne apenas físicos ou astrônomos.

O grupo anunciado por Loeb cobre:

Ciência dura

Astrofísica, análise numérica, instrumentação, materiais e biologia molecular.

Dados e IA

Análise de grandes volumes de informação, gerenciamento de dados e ferramentas de inteligência artificial.

Ambiente marítimo

Oceanografia e possíveis fenômenos associados ao mar.

Fator humano

Psicologia, percepção, comunicação e antropologia.

Ceticismo organizado

A presença de Michael Shermer cria uma tensão interna saudável para evitar conclusões apressadas.

O que ainda falta confirmar

Apesar do anúncio forte, ainda existem lacunas importantes.

1. Não há anúncio oficial independente localizado

Até agora, a informação pública vem de Avi Loeb.

Ele afirma ter sido encarregado pela Casa Branca, AARO, ODNI, FBI e Comunidade de Inteligência, mas ainda não há uma confirmação oficial separada publicada por esses órgãos.

2. Não está claro se haverá acesso a dados classificados

Um dos pontos centrais é saber se o conselho terá acesso a redes, sensores, arquivos e relatórios classificados.

Sem isso, o grupo pode ficar limitado a dados já filtrados.

3. Não está claro se será órgão formal ou grupo consultivo

Loeb chama a estrutura de UAP Science Advisory Council, mas ainda não há detalhes públicos sobre mandato, orçamento, prazo, autoridade ou produto final.

4. Não está claro como o conselho se relaciona com a AARO

A AARO já é o órgão do Pentágono responsável por investigar UAPs.

A novidade é saber se o conselho atuará como apoio externo, estrutura paralela, equipe científica consultiva ou ponte entre governo e academia.

O peso político da novidade

A menção direta à Casa Branca é o ponto mais forte.

Até agora, boa parte da discussão pública girava em torno de audiências no Congresso, denunciantes, arquivos liberados e pressão por transparência.

Com a declaração de Loeb, o tema passa a ser apresentado como uma iniciativa ligada ao centro do governo americano e às principais estruturas de inteligência.

Isso muda a percepção do caso.

O debate deixa de ser apenas:

“o governo vai liberar arquivos?”

e passa a ser também:

“quem terá autorização para analisar os dados?”

O ponto mais sensível

O conselho anunciado por Loeb nasce em um momento de cobrança por transparência, mas também de disputa sobre controle da narrativa.

Parte da comunidade UAP quer liberação ampla de documentos, proteção para denunciantes e acesso público a evidências.

Loeb propõe outro caminho: ciência, sensores, IA, análise técnica e cooperação com agências governamentais.

Essas duas frentes podem se complementar.

Mas também podem entrar em choque, especialmente se o conselho receber dados sem publicar integralmente suas bases, métodos e conclusões.

Por que isso pode virar uma das matérias mais importantes do ano

A novidade não é apenas Avi Loeb montar mais um grupo de pesquisa.

O ponto central é que ele afirma ter sido escolhido por estruturas como Casa Branca, AARO, ODNI, FBI e Comunidade de Inteligência para montar uma equipe científica sobre UAPs logo após uma nova liberação oficial de arquivos.

Se confirmado oficialmente pelos órgãos citados, isso colocaria a investigação UAP em uma nova etapa institucional.

Não seria só divulgação.

Seria a tentativa de transformar o fenômeno em um problema científico de Estado.

Fontes

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