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Leitura: 3 min Atualizado: 16/06/2026 23:04

Livro de Jacques Vallée diz que Nolan e Elizondo tentaram levar projeto UAP a Peter Thiel, mas saíram sem acordo

Um trecho de Forbidden Science 7: Final Report, novo volume dos diários de Jacques Vallée, colocou Peter Thiel no centro de uma discussão sensível dentro da comunidade UAP. No registro, Vallée relata uma conversa sobre o plano de iniciar “uma nova fase de pesquisa” e afirma que Garry e Lue foram novamente se encontrar com […]

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Um trecho de Forbidden Science 7: Final Report, novo volume dos diários de Jacques Vallée, colocou Peter Thiel no centro de uma discussão sensível dentro da comunidade UAP.

No registro, Vallée relata uma conversa sobre o plano de iniciar “uma nova fase de pesquisa” e afirma que Garry e Lue foram novamente se encontrar com Thiel, dessa vez em Bel Air. O contexto aponta para Garry Nolan e Lue Elizondo, dois nomes conhecidos no debate público sobre UAPs.

Segundo o trecho, Thiel teria dito que só estava interessado em aplicar “tecnologia funcional” ao problema. Vallée acrescenta que não havia nada assim disponível publicamente, e talvez nem “atrás de portas fechadas”. O resultado foi direto: os dois teriam saído “de mãos vazias”.

O ponto central, portanto, não é uma parceria confirmada. É o contrário. O livro indica uma tentativa frustrada de aproximação com um dos bilionários mais controversos do setor de tecnologia.

Thiel é cofundador do PayPal e da Palantir, além de sócio do Founders Fund. Sua presença no assunto acende alerta porque ele não é apenas um investidor rico interessado em tecnologia. É uma figura política carregada, associada ao ecossistema de vigilância, defesa, inteligência de dados e à direita tecnológica norte-americana.

Em 2009, ele escreveu na Cato Unbound que já não acreditava que “liberdade e democracia” fossem compatíveis. Essa frase voltou a ser usada por críticos como exemplo do tipo de visão de mundo que torna qualquer aproximação com projetos UAP politicamente explosiva.

A leitura mais segura do trecho é esta: Nolan e Elizondo teriam buscado apoio ou interesse privado para uma nova etapa de pesquisa, mas Thiel não quis conversa abstrata. Ele queria algo aplicável. Tecnologia real. Algo que pudesse funcionar.

E é exatamente aí que o registro fica mais importante. Vallée não descreve uma tecnologia sendo apresentada. Não menciona contrato. Não fala em financiamento. Não indica acesso de Thiel a material UAP. O que aparece é uma tentativa, uma exigência por “tecnologia funcional” e um fracasso.

Para a comunidade UAP, o caso pesa por outro motivo. Ele mostra como parte da divulgação pode estar circulando em ambientes de bilionários, capital de risco e interesses privados muito distantes de uma investigação pública, científica e auditável.

Isso não transforma automaticamente Nolan ou Elizondo em agentes de uma agenda de Thiel. Também não autoriza acusações sem base documental. Mas o trecho expõe uma pergunta incômoda: quem está tentando financiar, orientar ou capturar a próxima fase da pesquisa UAP?

O fato de a aproximação não ter dado certo reduz o dano imediato. Mas não elimina o problema reputacional. Se a divulgação depende de figuras associadas a poder privado, vigilância e projetos políticos extremos, a comunidade precisa olhar com mais cuidado para quem está sentado à mesa.

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