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Leitura: 4 min Atualizado: 01/06/2026 23:53

Entenda a alegação que liga CIA, bancos de DNA e “híbridos alienígenas”

A discussão começou com uma acusação incomum: a CIA teria usado bancos comerciais de DNA, como 23andMe e Ancestry, para procurar pessoas com supostos marcadores genéticos ligados a seres não humanos. A alegação foi atribuída a Lyn Buchanan, ex-militar associado ao antigo programa de visão remota dos Estados Unidos, e ganhou força depois de ser […]

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A discussão começou com uma acusação incomum: a CIA teria usado bancos comerciais de DNA, como 23andMe e Ancestry, para procurar pessoas com supostos marcadores genéticos ligados a seres não humanos.

A alegação foi atribuída a Lyn Buchanan, ex-militar associado ao antigo programa de visão remota dos Estados Unidos, e ganhou força depois de ser comentada por Jason Reza Jorjani em entrevistas e podcasts. Depois disso, a história chegou a veículos como Daily Mail, New York Post e Vice.

O nome de Christopher “Kit” Green também entrou na conversa. Green é médico, ex-consultor da CIA e figura recorrente em debates sobre UAPs, efeitos biológicos e estudos envolvendo pessoas que relatam experiências anômalas.

Segundo a versão que circula, Green teria desenvolvido uma forma de identificar, em bancos genéticos, uma variação específica associada a uma origem não humana. A partir daí, a CIA poderia localizar descendentes ou “híbridos” sem que essas pessoas soubessem da própria origem.

Essa é a alegação.

O que existe publicamente, até agora, é diferente: relatos, entrevistas e republicações da história. Não apareceu documento oficial, ordem judicial, relatório técnico, contrato, denúncia formal ou confirmação independente mostrando que a CIA acessou bancos da 23andMe ou da Ancestry para esse fim.

Isso não encerra o assunto. Só separa duas coisas.

Uma coisa é a hipótese ufológica: a existência de linhagens humanas com interferência não humana, algo que alguns pesquisadores, experienciadores e ex-integrantes de programas ligados à inteligência afirmam existir, mas que ainda não foi apresentado ao público com documentação verificável.

Outra coisa é o problema prático: bancos genéticos privados armazenam dados extremamente sensíveis de milhões de pessoas.

DNA não serve apenas para dizer se alguém tem origem europeia, africana, indígena ou asiática. Ele também pode revelar parentesco, ancestralidade, riscos de saúde, traços hereditários e conexões familiares com pessoas que nunca fizeram teste algum.

É por isso que a história chama atenção mesmo sem prova pública da parte mais explosiva.

A 23andMe informa, em seu relatório de transparência, que recebeu 13 pedidos de autoridades desde 2015, envolvendo 17 usuários ou contas, e que não produziu dados de clientes em resposta a esses pedidos. A empresa também afirma não ter recebido cartas de segurança nacional, ordens sob a FISA ou pedidos classificados.

A Ancestry informa que, entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2025, não recebeu nenhum pedido válido de acesso ao DNA de clientes. A empresa também declara que, até 31 de dezembro de 2025, não recebeu pedidos classificados sob leis de segurança nacional dos Estados Unidos ou de qualquer outro país.

Esses relatórios não provam que programas secretos não existam. Eles mostram o que as empresas dizem ter recebido por canais legais e oficiais.

O risco real ficou mais claro depois do caso da 23andMe. Em 2023, a empresa sofreu um vazamento que expôs informações de cerca de 6,9 milhões de clientes. Em 2026, a Califórnia processou a companhia, acusando falhas na proteção desses dados.

Esse ponto é menos cinematográfico, porém mais concreto.

Quando alguém envia DNA para uma empresa, não está entregando apenas uma curiosidade sobre árvore genealógica. Está entregando uma informação biológica permanente. Se essa empresa sofre ataque, entra em crise, muda de dono ou recebe pressão legal, o usuário depende das regras, da segurança e das decisões internas da companhia.

Por isso a alegação sobre CIA e “híbridos alienígenas” deve ser lida em duas camadas.

Na camada ufológica, é uma acusação grave, ainda sem prova pública verificável.

Na camada da privacidade, é um alerta direto: bancos de DNA já são relevantes para governos, investigações, empresas, seguradoras, pesquisadores e compradores de dados.

A pergunta central não é apenas se existe uma busca secreta por marcadores não humanos.

A pergunta é quem controla o DNA de milhões de pessoas quando esses dados saem do corpo e entram em servidores privados.

Fontes

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