Ir para conteudo
Leitura: 4 min Atualizado: 01/06/2026 22:11

Grusch volta ao Capitólio em 9 de junho para pressionar Trump e Congresso por arquivos UAP

David Grusch voltará ao centro da disputa política sobre UAP em Washington no dia 9 de junho, em uma coletiva marcada para as escadarias do Capitólio dos Estados Unidos, às 13h no horário local, 14h em Brasília. O evento coloca Grusch novamente diante do Congresso em um formato público de pressão, quase três anos depois […]

Compartilhe esta notícia

Notícia Anna Paulina Luna
Clique para ampliar

David Grusch voltará ao centro da disputa política sobre UAP em Washington no dia 9 de junho, em uma coletiva marcada para as escadarias do Capitólio dos Estados Unidos, às 13h no horário local, 14h em Brasília.

O evento coloca Grusch novamente diante do Congresso em um formato público de pressão, quase três anos depois da audiência de julho de 2023, quando ele afirmou sob juramento que os Estados Unidos mantinham programas secretos ligados à recuperação e engenharia reversa de objetos de origem não humana.

Agora, a mensagem anunciada é mais direta: sair do campo do testemunho e cobrar ação política.

“Presidente Trump agora tem uma oportunidade histórica; esta coletiva é sobre passar do testemunho para a ação. Deixem o povo americano julgar os fatos por si mesmo”, disse Grusch no anúncio do evento.

A coletiva terá participação dos deputados Eric Burlison, Jared Moskowitz, Anna Paulina Luna e Tim Burchett. Leslie Kean e James Fox serão os anfitriões. Segundo o anúncio, Grusch pretende falar sobre evidências relacionadas a UAP e inteligência não humana que diz ter encontrado em canais altamente classificados, além de defender que esses registros sejam revisados e liberados ao público com proteção legítima à segurança nacional.

O peso político da data está justamente na composição do ato. Não se trata de uma entrevista isolada, nem de mais uma declaração em podcast. O evento foi montado como uma pressão pública sobre a Casa Branca e sobre o Congresso, com parlamentares que já atuam diretamente na pauta UAP.

Burlison é um dos nomes centrais desse movimento. Em março de 2025, seu gabinete anunciou David Grusch como assessor especial para assuntos UAP. Na época, o deputado disse que a contratação daria mais precisão à investigação e ajudaria a buscar respostas em prazo curto.

O próprio NUFO noticiou a contratação de Grusch por Burlison como uma tentativa de acelerar a investigação legislativa sobre fenômenos anômalos não identificados. A volta de Grusch ao Capitólio agora ganha outro peso porque ele aparece não apenas como denunciante, mas como alguém integrado ao esforço político conduzido por um deputado que vem pressionando por acesso a arquivos, inspeções e legislação específica.

Burlison afirmou no anúncio da coletiva que Trump foi o primeiro presidente a tomar medidas concretas rumo à transparência sobre UAP. Para ele, as liberações recentes são apenas o começo.

“As liberações recentes são um começo importante, então agora é obrigação do Congresso garantir que oficiais de carreira da inteligência não obstruam sua diretriz, a fim de evitar divulgação seletiva ou outro beco sem saída”, disse Burlison.

A fala conecta a coletiva de 9 de junho à liberação inicial de arquivos UAP feita pelo governo Trump em maio. Grusch também já havia afirmado, em entrevista recente noticiada pelo NUFO, que integrantes da CIA e da DIA estariam bloqueando membros nomeados pela Casa Branca no acesso e controle de registros históricos sobre UAP.

A diferença agora é que essa acusação sai do comentário televisivo e entra em uma agenda pública no Capitólio, com Grusch, Burlison e outros parlamentares reunidos em torno de um pedido explícito: desclassificar arquivos específicos e avançar com legislação de transparência.

O anúncio também cita a defesa do UAP Disclosure Act, proposta que tenta criar um caminho formal para a abertura de registros governamentais sobre fenômenos anômalos. Burlison apresentou uma versão do ato em 2025 como emenda ao orçamento de defesa dos Estados Unidos, com foco em impedir a destruição de registros, reunir documentos em uma coleção federal e estabelecer presunção de divulgação.

O evento de 9 de junho, portanto, não depende apenas do que Grusch dirá. A importância está no ambiente político em torno dele: um denunciante que se tornou assessor especial, parlamentares dos dois partidos, pressão direta sobre Trump e uma tentativa de transformar arquivos UAP em pauta legislativa concreta.

A data exata da próxima liberação de arquivos não foi informada no anúncio. Também não foi detalhado quais registros específicos Grusch pretende mencionar.

Fontes

Compartilhe esta notícia