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Leitura: 3 min Atualizado: 13/05/2026 13:07

Japão admite interesse oficial em UAPs após vídeos divulgados pelos EUA incluírem registro próximo ao território japonês

O governo japonês passou a tratar publicamente os UAPs como um tema ligado à segurança nacional após a divulgação de novos arquivos pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Durante coletiva oficial em 11 de maio de 2026, o secretário-chefe do gabinete japonês, Minoru Kihara, confirmou que assistiu aos vídeos liberados por Washington e reconheceu […]

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O governo japonês passou a tratar publicamente os UAPs como um tema ligado à segurança nacional após a divulgação de novos arquivos pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Durante coletiva oficial em 11 de maio de 2026, o secretário-chefe do gabinete japonês, Minoru Kihara, confirmou que assistiu aos vídeos liberados por Washington e reconheceu que o Japão acompanha o assunto “com grande interesse” em cooperação direta com os EUA.

A declaração ocorreu depois que jornalistas perguntaram sobre os 161 arquivos divulgados pelo governo norte-americano envolvendo fenômenos aéreos não identificados. Entre os materiais está um vídeo captado em janeiro de 2023 por sensores infravermelhos militares dos EUA em área próxima ao Japão.

Ao responder, Kihara evitou minimizar o tema.

Segundo ele:

“Objetos não identificados no espaço aéreo, incluindo aqueles cuja natureza não pode ser determinada, são tratados com grande interesse em cooperação estreita com os Estados Unidos.”

A fala marca uma mudança importante no tratamento público do assunto dentro do governo japonês. Em vez de descartar os registros, o gabinete reconheceu oficialmente que mantém coleta e análise contínua de informações relacionadas aos UAPs.

Outro ponto que chamou atenção foi a resposta sobre uma possível divulgação de dados japoneses no futuro.

Questionado sobre a possibilidade de o Japão seguir uma linha semelhante à iniciativa de disclosure iniciada nos Estados Unidos após ordens assinadas por Donald Trump em 2026, Kihara não descartou completamente a hipótese.

Ele afirmou que eventuais divulgações dependeriam de avaliações ligadas à segurança e às capacidades de inteligência do país.

Na prática, a declaração não representa um anúncio oficial de desclassificação. Mas o governo japonês também evitou negar a existência de registros ou fechar completamente a porta para futuras liberações.

O ponto mais significativo da coletiva foi o reconhecimento público de que UAPs passaram a ser tratados como assunto legítimo de defesa, inteligência e cooperação internacional.

Nos últimos meses, governos aliados dos Estados Unidos vêm gradualmente abandonando o tom de ridicularização histórica associado ao tema. A coletiva de Kihara coloca o Japão entre os países que agora tratam oficialmente os UAPs dentro do campo estratégico e institucional.

Ao final da resposta, o secretário confirmou novamente que assistiu aos vídeos divulgados pelos EUA e afirmou que ainda pretende analisá-los com mais cuidado:

“Ainda é uma primeira impressão. Quero analisar cuidadosamente.”

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