Luna diz ao New York Times que investigação UAP depende de proteção real para denunciantes
Anna Paulina Luna levou ao New York Times o ponto que hoje trava parte da apuração sobre UAP no Congresso dos Estados Unidos: testemunhas dizem ter informações, mas temem punição criminal, perda de credenciais e retaliação caso falem sem proteção formal. A deputada republicana, que chefia a força-tarefa da Câmara sobre desclassificação de segredos federais, […]
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Anna Paulina Luna levou ao New York Times o ponto que hoje trava parte da apuração sobre UAP no Congresso dos Estados Unidos: testemunhas dizem ter informações, mas temem punição criminal, perda de credenciais e retaliação caso falem sem proteção formal.
A deputada republicana, que chefia a força-tarefa da Câmara sobre desclassificação de segredos federais, afirmou que ainda há pessoas com medo de se apresentar publicamente, mesmo após a liberação de vídeos e documentos UAP pelo governo Trump.
Segundo Luna, o problema não é apenas liberar arquivos. É criar uma janela segura para que denunciantes possam entregar informações concretas sobre supostos programas secretos sem serem acusados por violar regras de sigilo nacional.
É nesse ponto que entra o Espionage Act. Trata-se de uma lei americana usada em casos de divulgação não autorizada de informações ligadas à defesa nacional. Na prática, quem teve acesso a material classificado pode temer processo criminal se revelar dados sem autorização, mesmo alegando interesse público.
Luna disse ter sugerido à Casa Branca uma ordem executiva para proteger denunciantes UAP. A ideia seria permitir que pessoas com informações sobre programas ocultos, contratos sensíveis ou evidências mantidas fora do alcance do Congresso possam falar sem correr o risco de serem tratadas como criminosas.
A fala se conecta diretamente ao caso David Grusch. Ex-oficial da Força Aérea e ex-integrante da inteligência, Grusch afirmou sob juramento em 2023 que os Estados Unidos mantinham programas secretos ligados à recuperação e engenharia reversa de objetos de origem não humana. Agora, ele volta ao centro da pressão política em Washington, com nova aparição pública marcada no Capitólio.
Luna disse ao New York Times que não tem motivo para acreditar que Grusch esteja mentindo, mas reconheceu que o Congresso ainda busca evidência material. Para ela, a dificuldade está justamente em fazer com que novas testemunhas falem sob proteção legal.
A deputada também voltou ao episódio da Base Aérea de Eglin, na Flórida. Segundo ela, pilotos relataram à comitiva do Congresso que objetos ou fenômenos anômalos chegaram a afetar equipamentos de aeronaves militares. Luna afirmou que a questão envolve segurança de voo, prontidão militar e fiscalização sobre áreas restritas, não apenas curiosidade sobre UFOs.
O Comitê de Supervisão da Câmara já havia informado, em abril, que denunciantes disseram à força-tarefa que a AARO possui vídeos adicionais de possíveis avistamentos UAP. Na carta enviada ao secretário Pete Hegseth, Luna pediu arquivos específicos e criticou a falta de transparência sobre anomalias em espaços aéreos restritos.
Na entrevista, ela confirmou que revisou vídeos em ambiente classificado antes da liberação pública e disse que parte do material já foi desclassificada. Luna também admitiu que alguns casos podem ter explicações convencionais, mas afirmou que outros seguem sem explicação satisfatória.
O trecho mais chamativo veio quando Ross Douthat perguntou o que ela acredita que esses fenômenos sejam. Luna afirmou que cientistas e testemunhas ouvidas em ambientes classificados usaram repetidamente o termo “interdimensional”. Ela deixou claro, porém, que nunca viu pessoalmente algo sair de um portal e que ainda separa testemunhas legítimas de oportunistas, desinformação e pessoas que evitam depor sob juramento.
O ponto central da entrevista não foi uma nova prova pública sobre origem não humana. Foi a cobrança por um mecanismo político e legal que permita a denunciantes falarem sem medo.
Sem isso, Luna argumenta que o Congresso continuará preso ao mesmo limite: vídeos liberados, relatos militares, suspeitas sobre contratos privados e testemunhas que dizem saber mais, mas não aceitam avançar sem proteção real.
Fontes
- New York Times: https://www.nytimes.com/2026/06/05/opinion/anna-paulina-luna-epstein-jfk-ufo-conspiracy.html
- Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA: https://oversight.house.gov/release/luna-continues-transparency-investigation-into-uaps/
- Departamento de Guerra dos EUA: https://www.war.gov/ufo/
- AARO: https://www.aaro.mil/UAP-Cases/Official-UAP-Imagery/
- NUFO: https://noticiasufologicas.com.br/luna-diz-ter-revisado-mais-de-40-videos-uap-e-aponta-virada-da-aaro-sob-direcao-de-jon-kosloski/
- NUFO: https://noticiasufologicas.com.br/grusch-volta-ao-capitolio-em-9-de-junho-para-pressionar-trump-e-congresso-por-arquivos-uap/
