Grusch diz que EUA conhecem “vida bípede corpórea” e “vida plasmática senciente” em coletiva UAP no Capitólio
A coletiva UAP desta terça-feira, 9 de junho, já começou com James Fox levando o tema para além de vídeos militares e objetos não identificados. Logo na abertura, o documentarista citou “encontros próximos do terceiro grau” e falou de relatos de “entidades de seres sencientes não humanos conectados às naves”. Mas o centro político do […]
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A coletiva UAP desta terça-feira, 9 de junho, já começou com James Fox levando o tema para além de vídeos militares e objetos não identificados. Logo na abertura, o documentarista citou “encontros próximos do terceiro grau” e falou de relatos de “entidades de seres sencientes não humanos conectados às naves”.
Mas o centro político do ato foi David Grusch.
O ex-oficial de inteligência voltou ao Capitólio ao lado de deputados, jornalistas e defensores da transparência para pressionar a Casa Branca, o Congresso e agências de inteligência pela liberação de arquivos, proteção a denunciantes e abertura de informações sobre programas ligados a UAP.
A fala de Grusch foi a mais relevante porque conectou três pontos: inteligência estrangeira, veículos recuperados e material biológico associado.
James Fox
James Fox abriu a coletiva dizendo que há um aspecto do fenômeno tratado com menos frequência: os relatos de entidades.
“Um dos aspectos do fenômeno sobre o qual se fala com menos frequência são os encontros próximos do terceiro grau, relatos feitos por testemunhas sobre entidades, seres sencientes não humanos conectados às naves.”
Fox afirmou que alguns desses relatos vêm dos próprios arquivos da Força Aérea dos Estados Unidos e citou o trabalho de J. Allen Hynek entre 1947 e 1969.
Segundo ele, era justamente esse tipo de caso que a Força Aérea tentava manter em segredo.
“É uma coisa tentar confundir o público com balões meteorológicos e gás do pântano, e outra completamente diferente quando se trata de relatos críveis de seres não humanos no solo.”
Fox citou Varginha como um desses casos e afirmou ter investigado o episódio por mais de 16 anos. Disse que o caso envolve “dezenas de relatos em primeira mão de UAP e contato direto com seres vivos inteligentes não humanos”.
Ao falar de Aldo Rebello, Fox afirmou:
“Recentemente, o ex-ministro da Defesa brasileiro, Aldo Rebello, confirmou que o incidente ocorreu e afirmou: se os EUA divulgarem informações sobre esse caso, então nós, no Brasil, poderíamos fazer o mesmo.”
O pedido final foi dirigido a Donald Trump:
“Senhor presidente, peço respeitosamente que o senhor desclassifique e libere todos os arquivos relacionados a esse caso e outros como ele.”
E fechou:
“A realidade não deveria ser classificada.”
Anna Paulina Luna
Anna Paulina Luna apresentou a coletiva como parte do trabalho da força-tarefa de desclassificação de segredos federais.
Ela disse que muitos colegas no Congresso não acreditavam no tema até a divulgação de vídeos e arquivos nos últimos anos.
Luna afirmou que a frente parlamentar quer proteção legal para denunciantes.
“Nosso próximo chamado à ação será: estamos nos reunindo com a Casa Branca. Estamos pedindo que denunciantes recebam imunidade temporária ou permanente, caso sejam capazes de revelar locais de naves e ou tecnologias avançadas.”
Mais adiante, durante as perguntas, Luna voltou ao ponto e disse que a Casa Branca estaria disposta a considerar imunidade permanente para pessoas com conhecimento direto.
“Se você é um oficial de inteligência ou tem conhecimento de locais, de materiais, eles estão considerando, e eu acredito que vão fornecer imunidade permanente para que as pessoas não possam ser atingidas por uma violação da Lei de Espionagem.”
Ela também fez um chamado internacional:
“Queremos desafiar todos os países estrangeiros: façam o que os Estados Unidos estão fazendo. Vejam o que estamos fazendo aqui, e queremos ver seu país seguir o mesmo caminho.”
Eric Burlison
Eric Burlison disse que o avanço da pauta não teria acontecido sem denunciantes como David Grusch e outros nomes que vieram a público.
Ele citou diretamente David Grusch, o almirante Tim Gallaudet, Dylan Borland, Jeff Nuccetelli e “muitos outros que ainda não foram nomeados”.
Burlison afirmou que o Congresso já revisou registros russos e brasileiros, incluindo uma investigação formal do FBI sobre Varginha. Mas o ponto principal de sua fala foi a acusação de que há alegações específicas envolvendo programas, instalações, empresas contratadas, registros e pessoas.
“Continuamos recebendo alegações críveis de naves recuperadas e programas de engenharia reversa que podem ter operado por décadas fora de qualquer supervisão.”
Segundo ele:
“Essas alegações apontam para instalações específicas, contratados, registros e pessoas. O Congresso tem o dever constitucional de segui-las.”
Burlison pediu diretamente a Trump que suspenda acordos de confidencialidade e conceda imunidade.
“Abra a porta e deixe-os falar.”
Ele ainda afirmou:
“Isso não é classificação. É uma crise constitucional.”
Scott Perry
Scott Perry fez uma fala curta, mas direta. Ele reforçou que informações do governo pertencem ao público, salvo quando há risco real de segurança nacional.
“Essa não é a informação do governo. A menos que haja algum elemento de segurança nacional que coloque nossa segurança em risco, essa é a nossa informação.”
Perry também criticou a destruição de reputações de pessoas que tentam falar.
“Você não deveria ser chamado de louco, e sua reputação não deveria ser destruída porque você quer divulgar.”
E resumiu:
“Este é o nosso governo. Este é o nosso país. Esta é a nossa informação. E, droga, nós a exigimos.”
Tim Burchett
Tim Burchett foi o mais agressivo no tom.
Ele disse que conversou com Donald Trump sobre o tema e afirmou que o presidente “manteve sua palavra”. Em seguida, atacou a ideia de que presidentes podem ser mantidos em regime de “need-to-know”.
“Quando estou sentado em uma SCIF e algum moleque de coque me diz que o presidente está em uma base de necessidade de saber, isso deveria mostrar exatamente contra o que estamos lutando.”
Burchett chamou o caso de acobertamento.
“Estamos enfrentando corrupção. Estamos enfrentando um acobertamento. Isso vem sendo encoberto pelo menos desde 1947.”
Ele rejeitou a redução do tema a piadas sobre alienígenas.
“Não é sobre homenzinhos verdes ou discos voadores. É sobre em que estamos gastando todos esses milhões, possivelmente bilhões de dólares, enquanto esses idiotas nos dizem que isso não existe.”
E completou:
“Isso é um acobertamento. Vocês sabem. Nós sabemos. Nós exigimos respostas.”
Jared Moskowitz
Jared Moskowitz disse que o que mudou foi a qualidade das pessoas que passaram a falar publicamente: militares, pilotos, pessoas decoradas e profissionais com experiência real.
Segundo ele, o próprio comportamento das agências aumentou a suspeita no Congresso.
“Nós fazíamos perguntas, e eles resistiam. Fazíamos mais perguntas, e a resistência ficava mais significativa.”
Moskowitz disse que parlamentares tentaram inserir linguagem sobre UAP em emendas e projetos, mas houve oposição.
“Eles se opunham. Eles iam secretamente aos presidentes de comissões para retirar aquela linguagem.”
A conclusão dele foi direta:
“Eu não sei qual é a verdade completa, mas sei que estamos sendo enganados. E o povo americano também sabe.”
Leslie Kean
Leslie Kean entrou depois para reforçar um ponto que a coletiva tratou como central: biologia.
Ela lembrou que, em 2023, David Grusch testemunhou sob juramento sobre um programa ultrassecreto de recuperação de quedas e afirmou que algumas naves continham “espécimes ou pilotos”, chamados por ele de “biológicos não humanos”.
Kean então disse que o debate precisa mudar de eixo.
“A potencial existência de outra espécie viva, inteligente e avançada tem mais implicações para a humanidade do que a recuperação de hardware tecnológico.”
E afirmou:
“Agora, a conversa precisa mudar novamente, com mais foco em biologia e menos em tecnologia.”
O trecho mais importante envolveu Marco Rubio.
Kean citou Kirk McConnell, ex-integrante por décadas dos quadros das comissões de Inteligência e Defesa do Congresso, que estava presente na coletiva.
“Kirk McConnell, que está aqui hoje ao fundo, esteve presente em ambientes classificados quando fontes altamente críveis informaram senadores, incluindo Marco Rubio, sobre corpos não humanos recuperados.”
Kean defendeu que a justificativa de segurança nacional pode ser aplicada a tecnologias avançadas, mas não deveria servir para ocultar evidência biológica.
“Conhecimento sobre a existência de outra forma de vida, estudada e documentada por especialistas qualificados, não deveria ser considerado uma ameaça à segurança nacional.”
Ela fechou com uma pergunta:
“Por qual autoridade qualquer instituição pode reter a confirmação do que pode ser a descoberta científica mais consequente da história humana?”
David Grusch
David Grusch foi o ponto principal da coletiva.
Ele disse que sua atuação no tema é parte de sua continuidade no serviço público e que seu objetivo é ajudar o Congresso e o presidente a restaurar a responsabilização legal sobre atividades e gastos que nunca deveriam ter ficado fora da supervisão constitucional.
Grusch apresentou o tema como algo maior do que vida no universo. Segundo ele, há questões de segurança interna, segurança do espaço aéreo, contrainteligência e proteção tecnológica.
“Por décadas, objetos desconhecidos operaram livremente em espaço aéreo restrito, grandes áreas metropolitanas e infraestrutura crítica, e as agências responsáveis por proteger o território não conseguem se defender adequadamente contra isso.”
O trecho mais forte veio quando Grusch disse ter tido acesso, em funções oficiais, a informações de inteligência sobre programas estrangeiros.
“Durante minhas funções oficiais, fui exposto a informações de inteligência humana e de sinais sobre esforços de adversários estrangeiros de recuperação, exploração e estudo de quedas de UAP, visões de adversários sobre esforços de engenharia reversa do programa legado dos EUA, e informações audiovisuais mantidas pelos EUA relacionadas a questões de recuperação de quedas, como veículos recuperados e o material biológico associado.”
Grusch disse que, ao lidar com inteligência estrangeira, é preciso considerar desinformação. Mas afirmou que conseguiu verificar internamente essas informações.
“Sempre é preciso se preocupar com desinformação adversária quando se recebe inteligência estrangeira, mas consegui verificar internamente essas informações para sustentar as alegações de governos estrangeiros.”
Ele acusou atores políticos indicados de manterem parte da equipe presidencial no escuro.
“Muitos da equipe do presidente foram mantidos no escuro por atores politicamente indicados, de ego elevado, tanto por incompetência quanto por intenção maliciosa.”
Grusch também afirmou que parte dessa inteligência estrangeira não foi entregue ao Congresso, apesar de pedidos legais feitos à Defense Intelligence Agency.
Segundo ele, a DIA deve parar de obstruir a força-tarefa de Anna Paulina Luna e entregar os documentos ao Congresso para revisão obrigatória de desclassificação.
Grusch sobre “vida bípede corpórea” e “plasma senciente”
Durante as perguntas, Grusch foi questionado sobre tipos de vida, não conseguimos ouvir pergunta em si mas a resposta foi:
“É um contínuo, desde vida bípede corpórea até o que eu consideraria algo como vida plasmática senciente, mas há várias das quais o governo dos EUA tem conhecimento.”
A resposta foi a frase mais forte da coletiva.
A fala colocou em público uma alegação que vai além de naves, sensores e engenharia reversa.
Grusch sobre Austrália, CIA e acobertamento
Grusch também citou um documento australiano de 1971, antes classificado como secreto, disponível nos Arquivos Nacionais da Austrália.
“Há uma avaliação australiana de 1971, anteriormente classificada como secreta, que há alguns anos foi colocada nos Arquivos Nacionais da Austrália.”
Ele recomendou especificamente:
“Eu encorajo as pessoas a lerem da página 7 à 16.”
Segundo Grusch, o documento foi produzido por um chefe da área nuclear do governo australiano e tratava do acobertamento norte-americano e do envolvimento da CIA nos anos 1970.
“Era o chefe da área nuclear do governo australiano discutindo o acobertamento dos EUA e o envolvimento da CIA nos anos 1970.”
Ele classificou o documento como pouco conhecido, mas público.
Fontes
- Notícias Ufológicas: https://noticiasufologicas.com.br/grusch-volta-ao-capitolio-em-9-de-junho-para-pressionar-trump-e-congresso-por-arquivos-uap/
- PR Newswire: https://www.prnewswire.com/news-releases/push-for-uap-ufo-transparency-intensifies-as-members-of-congress-and-whistleblowers-call-for-release-of-groundbreaking-conclusive-files-302784861.html
- WBZ NewsRadio / iHeartRadio: https://wbznewsradio.iheart.com/content/2026-06-09-push-for-uap-disclosure-comes-to-us-capitol/
- Department of War: https://www.war.gov/UFO/
