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Leitura: 4 min Atualizado: 15/06/2026 21:43

Grusch diz à Fox que viu fotos de veículos UAP recuperados e muda peso de sua fala após ato no Capitólio

David Grusch foi além do formato que marcou parte de suas declarações desde 2023. Em entrevista à Fox News, o ex-oficial de inteligência da Força Aérea afirmou que teve acesso a fotos de recuperações de queda e que viu “veículos recuperados”, colocando sua própria posição em um ponto mais sensível da disputa sobre testemunhas diretas […]

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Notícia David Grusch
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David Grusch foi além do formato que marcou parte de suas declarações desde 2023. Em entrevista à Fox News, o ex-oficial de inteligência da Força Aérea afirmou que teve acesso a fotos de recuperações de queda e que viu “veículos recuperados”, colocando sua própria posição em um ponto mais sensível da disputa sobre testemunhas diretas no caso UAP.

A fala veio depois da coletiva de 9 de junho no Capitólio, quando Grusch, parlamentares e defensores da transparência cobraram a liberação de arquivos, proteção a denunciantes e abertura de informações mantidas em programas classificados. O NUFO já havia mostrado que a pressão saiu do campo dos vídeos e documentos soltos e passou a mirar quem poderia falar com imunidade sobre locais, materiais, tecnologias e cadeias de comando.

Na entrevista, ao ser perguntado sobre casos que escapariam de explicações comuns, Grusch disse que havia vídeos interessantes de “orbs” e variações de temperatura. Em seguida, afirmou: “Eu tive acesso a fotos, então vi os veículos recuperados.” Segundo ele, isso foi provavelmente a coisa mais “abaladora” que mudou sua visão de mundo quando teve acesso ao material anos atrás.

O ponto mais importante está no recorte exato da frase. Grusch não disse apenas que ouviu relatos de fontes com acesso direto. Ele afirmou ter visto material visual ligado a recuperações de queda. Isso não permite dizer, com segurança, que ele tocou em peças, visitou hangares ou esteve fisicamente diante de uma nave. Mas permite uma leitura mais forte: ele está se colocando como alguém que afirma ter visto evidência documental ou fotográfica de veículos recuperados.

Quando o apresentador pediu que ele falasse mais sobre esses “crash sites”, Grusch descreveu diferentes formas atribuídas a objetos que o governo americano teria recuperado. Ele citou discos lenticulares, objetos em forma de meia-lua, “ovos”, discos e veículos do tipo bumerangue. Também afirmou ter visto uma “pequena amostra” de objetos que teriam pousado ou caído na superfície da Terra.

Essa declaração mexe com uma dúvida recorrente desde a audiência de julho de 2023. Na época, Grusch apresentou ao Congresso a alegação de que os Estados Unidos mantinham um programa de recuperação e engenharia reversa de UAPs por décadas, mas deixou claro que boa parte de sua denúncia se baseava em informações recebidas de pessoas com acesso direto. Mesmo assim, sua declaração de abertura já dizia que algumas dessas fontes haviam compartilhado evidências em forma de fotografias, documentação oficial e testemunho oral classificado.

Agora, ao dizer publicamente que viu fotos de veículos recuperados, Grusch estreita a distância entre o denunciante que repassa informações de fontes e o agente que afirma ter tido contato direto com evidências do programa que denuncia.

Esse detalhe pode ter passado despercebido porque a entrevista também avançou por temas mais amplos: arquivos liberados pelo governo Trump, denúncias de bilhões de dólares escondidos em programas secretos, suposta obstrução de agências e relatos de retaliação contra denunciantes. Mas a fala sobre as fotos tem peso próprio.

Ela reforça a cobrança feita por parlamentares como Eric Burlison e Anna Paulina Luna por imunidade e anistia a denunciantes. Se pessoas com conhecimento direto continuam presas a acordos de confidencialidade, o Congresso depende de figuras como Grusch para apontar onde olhar, quem chamar e quais registros exigir.

A Fox News também publicou, dias antes, que Grusch acusou agências de inteligência de esconderem bilhões de dólares em “slush funds”, fundos secretos que operariam fora da fiscalização normal do Congresso. Na mesma reportagem, o veículo registrou que o Pentágono nega ter encontrado evidência verificada de tecnologia extraterrestre ou programas secretos de recuperação de naves.

A diferença, agora, é que a fala sobre fotos desloca o debate para uma pergunta objetiva: essas imagens existem nos arquivos oficiais ou em acervos classificados de contratados? Se existem, quem tem autoridade para liberá-las? E por que ainda não foram apresentadas ao Congresso em ambiente adequado?

Grusch disse acreditar que a atual administração poderá liberar essas informações em uma próxima etapa. Até agora, não há data pública para isso.

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