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Leitura: 5 min Atualizado: 09/03/2026 11:49

Relato liga visita de Burlison aprovada pela Casa Branca a instalação suspeita em Pax River

Reportagem aponta que Eric Burlison teria visitado, com aval da Casa Branca, uma instalação em Maryland ligada a alegações sobre materiais UAP.

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Uma nova reportagem do Liberation Times adiciona detalhes mais específicos à trilha de investigação envolvendo o congressista Eric Burlison e visitas a instalações ligadas a alegações sobre materiais UAP nos Estados Unidos. Segundo a publicação, uma viagem aprovada pela Casa Branca teria levado Burlison à Naval Air Station Patuxent River, em Maryland, para examinar uma instalação apontada por fontes e por alegações anteriores como parte de uma narrativa envolvendo transferência de materiais avançados e possível infraestrutura ligada a programas sensíveis.

O ponto central da reportagem não é que Burlison tenha encontrado material não humano ou evidência pública conclusiva dentro da base. Pelo contrário: segundo o texto, ele teria conseguido verificar a existência do hangar e de estruturas associadas à narrativa, mas o local estaria vazio. Ainda assim, o dado é tratado como relevante porque reforçaria, ao menos no plano físico, a existência de uma infraestrutura supostamente preparada para uma função específica ligada a alegações antigas envolvendo Lockheed Martin, Robert Bigelow e a custódia de materiais extraordinários.

O que a reportagem do Liberation Times afirma

De acordo com o Liberation Times, duas fontes disseram que Burlison visitou um hangar na base de Pax River que Lue Elizondo, ex-chefe do AATIP, teria citado em material escrito submetido ao Congresso. A alegação é que essa estrutura teria sido construída para acomodar maquinário e uma transferência de materiais entre a Lockheed Martin e o empresário Robert Bigelow, mas que essa operação não teria se concretizado porque a CIA, apontada como custodiante original, teria bloqueado o processo.

Uma das fontes afirmou à publicação que a visita confirmou suspeitas antigas de que a instalação foi construída para um propósito específico que nunca se materializou. O texto acrescenta ainda que Burlison e outros oficiais teriam visto uma pista privada supostamente ligada a Bigelow, além de um guindaste que teria sido preparado para apoiar eventual transferência de materiais por via aérea e fluvial.

O próprio Liberation Times afirma que entrou em contato com Burlison, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem.

O que Burlison já havia dito publicamente

O novo texto conversa diretamente com declarações públicas recentes do próprio congressista. Em entrevistas anteriores, Burlison afirmou ter visitado ao menos uma instalação ligada a narrativas sobre materiais UAP, com autorização em nível de Casa Branca, e explicou que seu objetivo não era necessariamente encontrar material ativo no local, mas verificar se a infraestrutura física sustentava parte da história contada por fontes e denunciantes.

Essa lógica aparece com clareza em uma declaração destacada pela reportagem: ele diz que, mesmo se não houver mais material nos locais visitados, a existência de edifícios, estruturas de carga ou pistas especialmente projetadas já ajudaria a testar se determinadas alegações têm ou não base material. Em termos simples, Burlison parece trabalhar com uma estratégia de validação por infraestrutura: se a estrutura foi realmente construída para uma finalidade muito específica, isso pode indicar que a narrativa não surgiu do nada.

Pax River, Lockheed e o ecossistema de alegações UAP

A base de Patuxent River, também chamada de Pax River, já é um local sensível por si só. Ela abriga a sede do Naval Air Systems Command (NAVAIR) e é um centro importante de pesquisa, desenvolvimento, teste e avaliação ligados à aviação naval dos Estados Unidos. O local também aparece em discussões públicas sobre UAP por ter relação com arquivos, contratistas estratégicos e figuras como o engenheiro Salvatore Pais, conhecido por patentes controversas envolvendo propulsão e efeitos de campo.

O texto do Liberation Times relembra que a base tem vínculos com contratistas como a Lockheed Martin e a MITRE, e que a presença da Skunk Works no ecossistema de Pax River contribui para o interesse em torno do local. Nesse sentido, a nova reportagem não surge isolada: ela conecta o nome de Burlison a um território já cercado por narrativas antigas de engenharia avançada, armazenamento sensível e compartimentalização extrema.

O que é fato e o que continua no campo da alegação

Há um ponto essencial para tratar essa pauta com seriedade. O que está documentado, neste momento, é que o Liberation Times publicou a alegação de uma visita de Burlison a Pax River com aval da Casa Branca e a conectou a uma história mais ampla envolvendo um hangar, uma narrativa sobre transferência de materiais e referências anteriores de Lue Elizondo ao Congresso.

O que não está publicamente provado é que a base abrigue atualmente um veículo exótico, materiais não humanos ou qualquer artefato de origem desconhecida. A própria reportagem afirma que o hangar examinado estava vazio. Assim, a notícia não deve ser tratada como confirmação de recuperação de tecnologia não humana, mas como um novo capítulo na investigação política e jornalística em torno de infraestrutura que, segundo fontes e denunciantes, teria sido preparada para esse tipo de operação.

Por que isso importa

Esse desdobramento é relevante porque empurra a história um passo além das declarações genéricas sobre “locais visitados”. Agora existe uma base nomeada, uma instalação específica em Maryland, uma conexão mais direta com alegações de Elizondo e uma narrativa que mistura Congresso, Casa Branca, contratistas e estruturas físicas concretas. Mesmo sem prova pública final, isso dá mais contorno ao mapa de investigação que parlamentares como Burlison vêm tentando desenhar.

Para o debate sobre disclosure, o caso também ajuda a ilustrar uma mudança de método. Em vez de depender apenas de testemunhos impressionantes, a estratégia passa a incluir checagem de infraestrutura, rastreio de instalações, cruzamento com alegações documentadas e pressão para verificar se as peças físicas da história existem de fato.

Fontes e créditos
Liberation Times, Christopher Sharp, 6 de março de 2026.
Matéria-base: White House-Approved Trip Allegedly Took Congressman to Maryland Base to Examine Suspected UFO Facility.

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